RODRIGUES, Livya dos Santos Manso. A relevância do turno de vigilância na rotina
semanal do enfermeiro de família e comunidade: um relato de experiência. 2026. 47 f.
Trabalho de Conclusão de Curso – Programa de Residência em Enfermagem de Família e
Comunidade, Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2026.
INTRODUÇÃO: A Atenção Primária à Saúde (APS) consolidou-se como eixo estruturante
dos sistemas de saúde a partir da Declaração de Alma-Ata, que reforçou seus princípios de
universalidade, equidade e integralidade. No Brasil, esse processo culminou na formulação da
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), responsável por orientar a organização da APS
no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, a Vigilância em Saúde emergiu
como uma estratégia fundamental para o acompanhamento da situação de saúde da população,
subsidiando o planejamento, a execução e a avaliação das ações desenvolvidas no território
adscrito. A vigilância possibilita aos profissionais da APS maior compreensão das
necessidades locais e contribui para a gestão do processo de trabalho das equipes. O presente
estudo teve origem na experiência da autora durante o primeiro ano de atuação em sua
unidade de lotação, período marcado pelo aumento da demanda assistencial e por desafios
relacionados à organização e à gestão da equipe sob sua responsabilidade. OBJETIVO:
Descrever a relevância do turno de vigilância na prática do enfermeiro de Família e
Comunidade, a partir de um relato de experiência vivenciado na Atenção Primária à Saúde.
METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência, baseado na vivência da autora
durante seu primeiro ano de atuação em uma unidade de Atenção Primária à Saúde, localizada
na Área Programática 5.2, na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro. A experiência foi
construída a partir da realização sistemática dos turnos de Vigilância em Saúde, com ênfase
no monitoramento de indicadores e no acompanhamento das linhas de cuidado prioritárias.
RESULTADOS: A vivência evidenciou dificuldades iniciais relacionadas à organização do
processo de trabalho, ao manejo da elevada demanda assistencial e ao monitoramento dos
indicadores de saúde. Com a implementação efetiva do turno de vigilância, observou-se
progressiva melhoria na gestão da equipe, maior capacidade de análise do território e
aprimoramento do planejamento das ações. O acompanhamento sistemático dos indicadores
possibilitou intervenções mais direcionadas e maior integração entre os profissionais da
equipe. DISCUSSÃO: O turno de vigilância mostrou-se uma ferramenta essencial para o
enfermeiro de Família e Comunidade, ao permitir o monitoramento contínuo da saúde da
população, a identificação de riscos e vulnerabilidades e o planejamento de ações oportunas e
resolutivas. Essa prática fortalece a gestão do cuidado, contribui para a organização do
processo de trabalho e favorece a integralidade da assistência no âmbito da Atenção Primária
à Saúde. CONCLUSÃO: Conclui-se que o turno de vigilância desempenhado pelo
enfermeiro de Família e Comunidade é fundamental para o acompanhamento da situação de
saúde da população, a identificação de riscos e o planejamento de ações eficazes. Sua
realização contribui de forma significativa para a qualidade, a integralidade e a resolutividade
das ações desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde.
Palavras - Chave: Atenção Primária à Saúde; Enfermagem; Gestão; Vigilância
