SILVA, Michelle Marim; SILVA, Rayane Gomes; SILVA, Rayane Lira; SILVA, Vitor Gabriel
de França. Desafios do acesso e longitudinalidade do homem na atenção primária à
saúde. 2025 26f. Monografia em Enfermagem de família e comunidade - Programa de
Residência em Enfermagem de Família e Comunidade, Secretaria Municipal de Saúde do Rio
de Janeiro, 2025.
Introdução: A Atenção Primária à Saúde (APS), conforme estabelecido pela Política
Nacional de Atenção Básica (PNAB), constitui a porta de entrada preferencial do Sistema
Único de Saúde (SUS), sendo responsável pela coordenação do cuidado e pela organização
das Redes de Atenção à Saúde (RAS). A APS é orientada por atributos essenciais, como
acesso de primeiro contato, longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado,
fundamentais para a efetividade das ações em saúde. No contexto da saúde do homem,
observa-se que fatores socioculturais, institucionais e organizacionais interferem
negativamente na adesão da população masculina aos serviços da APS. A Política Nacional
de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) foi instituída com o objetivo de ampliar o
acesso, promover o autocuidado e reduzir a morbimortalidade masculina; contudo, os homens
ainda apresentam baixa utilização dos serviços de atenção básica, recorrendo
majoritariamente aos níveis de média e alta complexidade. Objetivo geral: Identificar os
desafios do acesso e da longitudinalidade do cuidado do homem na Atenção Primária à Saúde,
Metodologia: A Revisão Integrativa da Literatura foi o método de pesquisa escolhido. Esta
abordagem metodológica permite a inclusão de estudos experimentais e não experimentais
para uma compreensão completa do fenômeno analisado, além de combinar dados da
literatura teórica e empírica, com a pergunta norteadora: De que forma as barreiras de acesso
influenciam a construção da longitudinalidade do cuidado para homens na atenção primária à
saúde? Resultados e discussão: As barreiras existem, apesar da criação da PNAISH, e estão
presentes em todos os níveis institucionais, desde formação de profissionais da saúde,
passando pela construção social de masculinidade, até a organização dos serviços de saúde da
atenção primária. Considerações finais: O estudo evidenciou que a saúde do homem
permanece um desafio para a saúde pública, com barreiras no acesso, na adesão e na
continuidade do cuidado, influenciadas por fatores socioculturais e institucionais, resultando
em baixa adesão às ações de promoção e prevenção. Destaca-se a necessidade de fortalecer
estratégias na Atenção Primária, como a flexibilização de horários, a qualificação das equipes
e o uso de tecnologias educativas, visando ampliar o vínculo desse público com os serviços de
saúde.
Palavras Chaves: Saúde do homem; Longitudinalidade; Enfermagem em saúde da família e
comunidade; Acesso.
