FRANÇA, K.C.F.G Compartilhamento de saberes e práticas para o fortalecimento
do controle social na Atenção Primária à Saúde. 2026. 93 f. Trabalho de Conclusão
de Residência (Pós-Graduação em Enfermagem de Família e Comunidade) – PREFC,
Programa de Residência em Enfermagem de Família e Comunidade, Secretaria
Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, 2026.
O presente trata do compartilhamento de saberes e práticas para o fortalecimento
do controle social na Atenção Primária à Saúde, considerando os princípios políticos e
metodológicos da Educação Popular em Saúde. Tem como objetivo construir estratégias
participativas a partir da percepção de lideranças comunitárias do território adscrito à
Clínica da Família Armando Palhares Aguinaga – CAP 5.1, visando o fortalecimento do
controle social na Atenção Primária à Saúde, por meio do colegiado gestor. Para isso,
buscou-se responder: Qual a percepção de lideranças comunitárias do território adscrito
à unidade de saúde da família sobre a construção do controle social para o fortalecimento
da Atenção Primária à Saúde no SUS? Como metodologia, propôs-se uma pesquisa
exploratória, de natureza qualitativa, estruturada em uma abordagem participativa,
utilizando como cenário a Clínica da Família Armando Palhares Aguinaga (CFAPA),
situada na Área Programática 5.1, do município do Rio de Janeiro. O público alvo contou
com lideranças comunitárias, como ACS e usuários, que constituíssem o espaço do
colegiado gestor, sendo elegidos a partir dos critérios de inclusão do estudo e respeitados
a partir do tratamento ético. A produção de dados aconteceu no período entre setembro e
novembro de 2025, a partir da observação participante e oficinas sistematizadas por
roteiros, sendo dividido em três grandes momentos: 1) A observação participante,
ocorrida de maneira transversal, por todo o tempo da produção dos dados, com registros
em diário de campo; 2) Brainstorming (“chuva de ideias”), dado por uma oficina
extraordinária, intitulada de “Sensibilização”, que iniciou com uma pergunta pilar e
abrangente; e outras três oficinas conduzidas por 3) Rodas de conversas, ampliando a
discussão inicial, a partir de novas questões disparadoras e fomentando o diálogo coletivo.
A sistematização dos dados ocorreu no contexto das próprias oficinas, por meio da
organização de cartazes com os participantes. Essa etapa final auxiliou na consolidação
e, também, na validação dos dados por todos os envolvidos. O banco de informações
gerado, a partir desses encontros, foi tratado e submetido a análise temática, onde
surgiram duas categorias finais: Saberes e práticas compartilhadas na construção do
controle social; e Potências e dificuldade na implementação do conselho local de saúde.
Ao final, notou-se que o controle social, anteriormente, era um conceito pouco explorado
e conhecido. Com o avançar das oficinas, o termo foi tecido enquanto fonte de valores
pessoais e relacionais, condutores de ações concretas, a partir do uso de ferramentas
específicas, onde atores têm sido desafiados no enfrentamento de barreiras, sendo
primordial compreendê-los para fortalecer base do colegiado gestor. Assim, dispor de
diálogo, amor, escuta, troca, compartilhamento de conhecimento – fundamentos citados
enquanto valores pessoais e relacionais – é propor como caminho, mesmo que sem
intenção, os princípios da Educação Popular em Saúde, para o avançar de um controle
social mais coletivo e transformador.
Palavras-chave: Educação Popular; Participação da comunidade; Conselhos de Saúde;
Atenção Primária à Saúde.
Resumo
Ano da defesa
2026
Data da Defesa
Orientador
Dr. Alex Simões Mello
Arquivo
Presidente da Banca examinadora
Dr. Alex Simões Mello
Membro interno
Ma. Michelle Adrianne da Costa de Jesus
Membro externo
Dr. Ana Lúcia Abrahão
Nota
10.00
