QUEM NÃO É VISTO PRECISO SER LEMBRADO: (DES)ACESSO DAS PESSOAS TRANS À ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Resumo

INTRODUÇÃO: A atenção primária à saúde (APS) é componente fundamental do Sistema
Único de Saúde (SUS), orientada pelos princípios da universalidade, integralidade e equidade;
entretanto, pessoas trans ainda enfrentam barreiras estruturais e institucionais no acesso e na
permanência nos serviços, revelando desafios persistentes à efetivação de um cuidado inclusivo
e equitativo. METODOLOGIA: Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar o
conhecimento científico existente na literatura acerca do acesso da população trans ao serviço
de APS. Realizada na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando
descritores combinados a termos livres para ampliar a abrangência da busca, por meio da
estratégia: "Atenção Primária à Saúde" AND ("Transexualidade" OR "Pessoas transgênero" OR
"Identidade de Gênero" OR "Minorias Sexuais e de Gênero") AND ("Acessibilidade aos
Serviços de Saúde" OR "Acesso à Atenção Primária" OR "Qualidade, Acesso e Avaliação da
Assistência à Saúde" OR "Acesso Universal aos Serviços de Saúde" OR "Barreiras ao Acesso
aos Cuidados de Saúde" OR "Cobertura Universal de Saúde" OR acesso). RESULTADOS: A
partir da análise e filtragem de publicações encontradas nas bases de pesquisa foram obtidas 12
publicações elas evidenciaram que o acesso das pessoas trans à APS é atravessado por barreiras
estruturais, simbólicas e formativas, refletindo uma distância significativa entre o direito formal
e a prática cotidiana; a persistência da cisnormatividade e do despreparo profissional reforça a
invisibilidade e a exclusão nos serviços, fazendo com que o cuidado, que deveria ser inclusivo
e universal, ainda opere sob lógicas disciplinadoras que negam o reconhecimento pleno das
identidades trans. CONCLUSÃO: Conclui-se que garantir um acesso integral e equitativo à
APS para pessoas trans constitui um imperativo ético, político e civilizatório, sendo necessária
a superação das desigualdades por meio de práticas interseccionais, formação crítica e
compromisso institucional com a dignidade humana; nesse contexto, a enfermagem de família
e comunidade emerge como agente estratégico, articulando técnica, território e cuidado
equânime para a promoção de uma atenção verdadeiramente inclusiva.
Palavras-chaves: Atenção Primária à Saúde; Acesso; Pessoas Trans

Ano da defesa
2025
Data da Defesa
Orientador
Dr. Davi Depret
Presidente da Banca examinadora
Dr. Davi Depret
Membro interno
Me. Daiane Barbosa
Membro externo
Me. Edgar Amatuzzi
Nota
10.00